Respeito e Empatia
O que quero dizer é que com esse pensamento, as organizações estão cada vez mais longe da realidade, porque o conceito de cliente para o empresário é quase mitológico. O cliente existe, mas está muito longe, não tem rosto.
Foram criadas áreas de relacionamento, centrais de atendimento bem equipadas, elaboração de mapas estatísticos de todos os tipos, pessoal treinado dentro das teorias mais avançadas e tudo isso é muito bom, no entanto, a enxurrada de reclamações e o êxodo de clientes para outras marcas continua.
Mal administradas, essas ações vem causando um distanciamento abissal entre os dois lados - empresa e cliente. A ideia de que o relacionamento está garantido com as práticas estabelecidas linearmente para “agradar” o cliente, não funciona.
Temos duas saídas: ir somente até a segunda página...,ou seja, deixar reclamar e esquecer, uma vez que o volume de contatos é tão grande que não daria para agradar a todos mesmo, ou reconhecer que existe um problema e efetivamente adotar ações para eliminá-lo.
O país se encontra atualmente à deriva e as notícias são cada vez piores. A população está cada vez mais decepcionada com seus governantes, com a política, a sociedade e o próprio mercado. Segundo alguns autores, com os quais eu concordo, RESPEITO é o que o brasileiro mais quer nestes dias tão sombrios.
As empresas somente vão conseguir respeitar os seus clientes quando se colocarem no lugar dele. Já devo ter escrito sobre isso algumas vezes, pois foi a minha primeira lição sobre relações de consumo. A receita é EMPATIA. É Fácil, barata e tem um nível altíssimo de eficiência!
Considerar o consumidor, se colocar no lugar dele, pois ele consome o que você produz, compra porque tem confiança na sua marca e quer continuar tendo. Acredite, ele é a sobrevivência da sua empresa. Então, queira tê-lo bem por perto para saber o que ele pensa a seu respeito. Transforme-o em um aliado para organizar uma boa estratégia de relacionamento e para desenvolver seus produtos e serviços. As relações de consumo se estabelecem quando há amadurecimento, respeito e confiança de ambas as partes. E eu nem estou falando de ética! Ainda.
O conceito de experiência do cliente é bastante amplo, e nele se encaixa também o pós-venda. E como satisfação é como meia, cada um de nós calça a sua, é difícil estabelecer o que vai tornar essa experiência em algo realmente ímpar. Cada um sente a experiência de modo diferente. Apenas presumimos o que devemos oferecer em função de nossos gostos e nossa própria experiência. No entanto, todos nós sabemos quando estamos sendo respeitados.
As empresas têm que aproveitar sim, todas as facilidades que as modernas teorias de relações de consumo nos indicam e que nos chegam velozmente, bem como as ferramentas e aplicativos disponíveis para transformar a experiência do cliente, de uma coisa abstrata em algo conveniente, prazeroso e relevante.
E por favor, não estamos falando somente de cortesia, de cumprimentos e agradecimentos. Estamos falando de colocar a mão na ferida e solucionar o problema. Vai gerar custo e reduzir lucro? Não acredito nisso. Veja por outro lado: retenção; fidelização; geração de novos clientes, pois após uma boa experiência, tenha a certeza de que o seu cliente não vai ficar calado. Ele vai disseminar a solução dada pela sua marca, nas redes. Trata-se do antigo boca-a-boca, que hoje não fica mais no âmbito do bairro onde o cliente mora. Na rede é impossível dimensionarmos o tamanho do alcance dessa propaganda gratuita, dentre outras coisas.